Correr é um ponto de refúgio. Até há um mês atrás, nunca tinha tido a quantidade de motivação suficiente para sair de casa e correr. Agora tenho e, de certa forma, fico feliz por finalmente conseguir agarrar-me a alguma coisa e não desistir. Assim pensava, até hoje. Por muito cansado, exausto e/ou dorido que pudesse estar, chegar ao fim sem parar era, para mim, um pequeno motivo para que a minha auto-estima ganhasse alguma dimensão. Hoje não aconteceu isso. Parei e nem tinha chegado a meio. Não estava cansado, não estava com dores. Faltava-me o optimismo, os pensamentos positivos, a força de vontade. Estava sozinho, na mata, num completo silêncio. Apeteceu-me, naquele exacto momento, sentar-me num banco dos que ali se encontravam e deixar vir tudo ao de cima; a dor que tenho tentado esconder e as lágrimas que, por mero medo, se mantêm escondidas desde há muito tempo. Tenho-me entregue a tudo o que faço, desde o desporto até ao estudo, apesar de começar a notar o cansaço físico e mental, cansaço esse que tem tomado conta de mim nos últimos dias e é certo que o meu estado de espírito também não ajuda em nada. Tudo isto para dizer que desisti da única coisa em que podia apostar neste momento, para que não voltasse a sentir-me uma total desilusão. Parece que, mais uma vez, desisti de mim. Não me sinto muito admirado, acho que não posso esperar nada mais de mim neste momento. Mas sinto-me mal por ter falhado ao meu único objectivo. Desisti de mim a partir do momento em que passei a tentar ser a pessoa que todos gostariam que fosse. E continuei a desistir de mim quando passei a entrar na escola com uma postura que indicava que tudo estava bem - e anseio todos os dias pelo momento em que vou chegar a casa e deixo de afastar o que afastei durante o dia. E, apesar de não ter mais nada da qual possa desistir, este sentimento de desilusão tem altas probabilidades de vir a aumentar. Gostava de conseguir manter a pouca força que ainda tenho para ultrapassar algumas coisas com que tenho que lidar diariamente, a pressão constante está a dar cabo de mim. Espero ser forte... espero.
“Anyone can give up, it's the easiest thing in the world to do. But to hold it together when everyone else would understand if you fell apart, that's true strength.”
Hoje bem que me podia pôr para aqui com lamechisses, tristezas, desabafos... porque estou a precisar, de facto. No entanto, fui correr e não quero estragar o ligeiro bem-estar que me causa.
Os meus dias têm sido muito monótonos, tenho estudado muito, ando a sentir-me extremamente à vontade com matemática (desculpem-me, mas tenho que dizer que tenho todos os exercícios da matéria dada até agora feitos... o que me faz sentir minimamente orgulhoso), tal como ando a sentir-me bem com a Biologia.
Já português... sabem que ''O Sermão de Santo António aos peixes'', de António Vieira, é intragável? Prefiro ''Os Maias'', mas é que nem se questiona! É um texto demasiado religioso que, embore critique a corrupção e a ignorância da sociedade (peço desculpa se não for bem isto, mas é que não pesco nada daquilo), Cristo, Deus, pregadores, ouvintes e Igreja são conceitos que estão sempre implícitos... e, pessoalmente, não gosto nada quando me deparo com a análise de textos de carácter religioso. Para não falar da imensidão de figuras de estilo que tenho que saber identificar... não me dou nada bem com metáforas, alegorias, quiasmos ou paralelismos.
Já deixei esta música uma vez aqui... não me lembro quando, mas vou deixá-la outra vez. :)
De tão cabeça no ar que ando, nem me lembrei que o meu blog fez 3 anos no dia 7. Peço desculpa, blog. Mas não te vás embora, tens 3 anos das minha vida contigo... não quero que fujas com eles. Parabéns, espero que dures outros tantos e, quem sabe, talvez mais (muito mais!).
Bom resto de fim de semana!
Esta primeira semana, não tendo sido boa, também não foi má, aliás, foi ligeiramente melhor do que eu estava à espera. Não sei porquê, acho que já tinha saudades de algumas pessoas, de jogar às cartas, de percorrer metade da cidade para ir para o pavilhão, de ter explicação aos sábados de manhã. Admito que já tinha algumas saudades da rotina.
É bom conseguir esconder as coisas. As pessoas mais próximas já se esqueceram, pelo menos em parte... penso eu que sim. Acho que é bom. Mas o dia de hoje já se tornou cansativo porque os outros dias tiveram muito que se lhe diga. A partir do momento em que chegava a casa começavam as emoções todas a vir ao de cima e hoje já me senti um pouco mais abatido. Veremos como será a próxima semana. :)
Bom fim-de-semana!
Hoje não prestei muita atenção nem à rádio nem às músicas que tenho aqui perdidas no computador. Das muito poucas que ouvi hoje, lembrei-me de uma já antiga, ''Eu sei'' (Papas da Língua). A outra é uma que descobri há pouco tempo. Espero que gostem.
Não estou nada ansioso por este período. É suposto eu sentir-me bem e confiante com este 2º período quando não tenho um pingo de motivação ou auto-estima?
Por enquanto, o melhor a fazer é tentar esconder tudo o melhor que eu conseguir... quanto menos chatear as pessoas, melhor.