Por André | Sexta-feira, 27 Janeiro , 2012, 16:46
Foi então que, um dia destes, eu acordei e lembrei-me que, algures por aí, existe uma vida que me pertence. O problema que se impõe é o não saber encontrá-la, visto que quando eu desisti de lhe dar oportunidades, ela desistiu de tentar. Foi nesse exacto momento que senti a vida a escapulir-me das mãos.
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Por André | Quarta-feira, 25 Janeiro , 2012, 19:02

Correr é um ponto de refúgio. Até há um mês atrás, nunca tinha tido a quantidade de motivação suficiente para sair de casa e correr. Agora tenho e, de certa forma, fico feliz por finalmente conseguir agarrar-me a alguma coisa e não desistir. Assim pensava, até hoje. Por muito cansado, exausto e/ou dorido que pudesse estar, chegar ao fim sem parar era, para mim, um pequeno motivo para que a minha auto-estima ganhasse alguma dimensão. Hoje não aconteceu isso. Parei e nem tinha chegado a meio. Não estava cansado, não estava com dores. Faltava-me o optimismo, os pensamentos positivos, a força de vontade. Estava sozinho, na mata, num completo silêncio. Apeteceu-me, naquele exacto momento, sentar-me num banco dos que ali se encontravam e deixar vir tudo ao de cima; a dor que tenho tentado esconder e as lágrimas que, por mero medo, se mantêm escondidas desde há muito tempo. Tenho-me entregue a tudo o que faço, desde o desporto até ao estudo, apesar de começar a notar o cansaço físico e mental, cansaço esse que tem tomado conta de mim nos últimos dias e é certo que o meu estado de espírito também não ajuda em nada. Tudo isto para dizer que desisti da única coisa em que podia apostar neste momento, para que não voltasse a sentir-me uma total desilusão. Parece que, mais uma vez, desisti de mim. Não me sinto muito admirado, acho que não posso esperar nada mais de mim neste momento. Mas sinto-me mal por ter falhado ao meu único objectivo. Desisti de mim a partir do momento em que passei a tentar ser a pessoa que todos gostariam que fosse. E continuei a desistir de mim quando passei a entrar na escola com uma postura que indicava que tudo estava bem - e anseio todos os dias pelo momento em que vou chegar a casa e deixo de afastar o que afastei durante o dia. E, apesar de não ter mais nada da qual possa desistir, este sentimento de desilusão tem altas probabilidades de vir a aumentar. Gostava de conseguir manter a pouca força que ainda tenho para ultrapassar algumas coisas com que tenho que lidar diariamente, a pressão constante está a dar cabo de mim. Espero ser forte... espero. 

 

Anyone can give up, it's the easiest thing in the world to do. But to hold it together when everyone else would understand if you fell apart, that's true strength.

 

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sinto-me:
música: without a word - birdy

Por André | Quarta-feira, 18 Janeiro , 2012, 18:18

Hoje bem que me podia pôr para aqui com lamechisses, tristezas, desabafos... porque estou a precisar, de facto. No entanto, fui correr e não quero estragar o ligeiro bem-estar que me causa.

Os meus dias têm sido muito monótonos, tenho estudado muito, ando a sentir-me extremamente à vontade com matemática (desculpem-me, mas tenho que dizer que tenho todos os exercícios da matéria dada até agora feitos... o que me faz sentir minimamente orgulhoso), tal como ando a sentir-me bem com a Biologia.

Já português... sabem que ''O Sermão de Santo António aos peixes'', de António Vieira, é intragável? Prefiro ''Os Maias'', mas é que nem se questiona! É um texto demasiado religioso que, embore critique a corrupção e a ignorância da sociedade (peço desculpa se não for bem isto, mas é que não pesco nada daquilo), Cristo, Deus, pregadores, ouvintes e Igreja são conceitos que estão sempre implícitos... e, pessoalmente, não gosto nada quando me deparo com a análise de textos de carácter religioso. Para não falar da imensidão de figuras de estilo que tenho que saber identificar... não me dou nada bem com metáforas, alegorias, quiasmos ou paralelismos.

 

Já deixei esta música uma vez aqui... não me lembro quando, mas vou deixá-la outra vez. :)

 

 



música: try - nelly furtado

Por André | Sábado, 14 Janeiro , 2012, 23:37

De tão cabeça no ar que ando, nem me lembrei que o meu blog fez 3 anos no dia 7. Peço desculpa, blog. Mas não te vás embora, tens 3 anos das minha vida contigo... não quero que fujas com eles. Parabéns, espero que dures outros tantos e, quem sabe, talvez mais (muito mais!).

 

Bom resto de fim de semana!


Por André | Quinta-feira, 12 Janeiro , 2012, 19:37

Já não sei o que faça mais. Estou a ficar tão cansado disto tudo... já não tenho estofo. A sério que não.

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Por André | Segunda-feira, 09 Janeiro , 2012, 21:53

A tentação, por vezes, consegue ser demasiado grande. E acabamos por ceder, mais cedo ou mais tarde.

Oh, porquê? Gostava que isto tudo tivesse um fim.


Por André | Sexta-feira, 06 Janeiro , 2012, 16:26

Esta primeira semana, não tendo sido boa, também não foi má, aliás, foi ligeiramente melhor do que eu estava à espera. Não sei porquê, acho que já tinha saudades de algumas pessoas, de jogar às cartas, de percorrer metade da cidade para ir para o pavilhão, de ter explicação aos sábados de manhã. Admito que já tinha algumas saudades da rotina. 

 

É bom conseguir esconder as coisas. As pessoas mais próximas já se esqueceram, pelo menos em parte... penso eu que sim. Acho que é bom. Mas o dia de hoje já se tornou cansativo porque os outros dias tiveram muito que se lhe diga. A partir do momento em que chegava a casa começavam as emoções todas a vir ao de cima e hoje já me senti um pouco mais abatido. Veremos como será a próxima semana. :)

 

Bom fim-de-semana!


Por André | Quarta-feira, 04 Janeiro , 2012, 22:05

Hoje não prestei muita atenção nem à rádio nem às músicas que tenho aqui perdidas no computador. Das muito poucas que ouvi hoje, lembrei-me de uma já antiga, ''Eu sei'' (Papas da Língua). A outra é uma que descobri há pouco tempo. Espero que gostem.

 

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Por André | Segunda-feira, 02 Janeiro , 2012, 21:32

Não estou nada ansioso por este período. É suposto eu sentir-me bem e confiante com este 2º período quando não tenho um pingo de motivação ou auto-estima?

Por enquanto, o melhor a fazer é tentar esconder tudo o melhor que eu conseguir... quanto menos chatear as pessoas, melhor.



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música: up - james morrison & jessie j

Por André | Sábado, 31 Dezembro , 2011, 09:37
Há já algum tempo que me pergunto se 2011 valeu realmente a pena e, há alguns dias, fizeram-me essa mesma pergunta. A resposta mais sincera que posso dar é que não, não valeu a pena... nem um pouco.
Se fizer uma introspecção, começo a ter noção de coisas que pensei, dos diferentes modos de agir perante as situações com que me deparava, das decisões que tomei... não são coisas das quais me orgulho mas, honestamente, também não sei se sinto qualquer tipo de arrependimento.
O melhor que eu retiro deste ano que passou é ter ficado a conhecer melhor as pessoas... ter ficado a conhecer quem é realmente meu amigo. E por vezes são as únicas pessoas que fazem com que os meus dias, aparentemente miseráveis, se tornem ligeiramente mais animadores.
Às vezes diziam-me para viver a vida na descontra e encarar as coisas de um forma mais descontraída. Pois bem, não é novidade nenhuma. No entanto, eu tenho demasiadas coisas com as quais tenho que me preocupar.
A pessoa que eu era sofreu grandes alterações, especialmente a nível psicológico se bem que, fisicamente, tenha sofrido também algumas alterações ligeiramente visíveis. As minhas notas vieram a baixar gradualmente, fruto da minha pouca motivação e auto-estima. Os meus pais começaram a exigir demasiado de mim quando eu já não sabia o que mais fazer e isso não ajudou em nada. As pessoas deixaram de acreditar nas minhas capacidades. Comecei a desiludir as pessoas cada vez mais, embora insistam em dizer que não, eu sei que não fui propriamente uma pessoa da qual se pudessem sentir orgulhosos. Comecei a deixar de querer saber do mundo, de mim, das pessoas, da escola.
Este ano perdi-me. De qualquer forma, se eu dou tudo o que tenho para obter resultados e, no final, não obtenho nada do que espero, porque é que me hei-de encontrar outra vez? Tal como tudo o que tem acontecido ao longo deste tempo, é, provavelmente, mais um esforço em vão.
2011 foi um ano de aprendizagem, e espero poder agradecer a tempo aos que tiveram paciência para mim ao longo deste ano.
Para 2012 espero subir as minhas notas, mudar radicalmente a minha forma de pensar, aprender a esquecer e a perdoar, perder medos e inseguranças e complexos. Espero encontrar alguém; espero vir a ser feliz com alguém. Espero vir a descobrir-me... e, acima de tudo, espero que valha a pena, caso contrário iria ficar muito triste por ter sido (mais) um ano em vão.
2011 visto pelos blogs: escolha a palavra mais marcante do ano.
Bem, depois de tudo o que escrevi, a palavra que escolho é 'amizade'. Sim, a típica escolha. Mas eu cá tenho os meus motivos e razões.
Votos de um ano cheio de coisas boas, excelentes entradas e tudo de bom para vocês. Acima de tudo, sejam felizes. Feliz Ano Novo!

 

música: crowded house - don't dream it's over